13 de agosto de 2026
Conselho de Ética mantém processo contra Erika Hilton que pode levar à perda do mandato
Publicado em 12 de agosto de 2026 - 09h57
  1. O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu, por 10 votos a 5, dar continuidade ao processo contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) por suposta quebra de decoro parlamentar. A decisão foi tomada nesta terça-feira (11) e mantém em tramitação uma representação apresentada pelo Partido Missão que pede, ao final do processo, a perda do mandato da parlamentar.
  2. A votação não representa a cassação de Erika Hilton. Nesta etapa, os integrantes do Conselho analisaram o parecer preliminar sobre a admissibilidade da representação, sem decidir se a deputada efetivamente cometeu quebra de decoro ou qual eventual punição poderia ser aplicada.
  3. O processo tem origem em uma publicação feita por Erika na rede social X após assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. Na mensagem, a parlamentar comemorou a eleição para o comando do colegiado e utilizou a expressão “imbeCIS” ao se referir a transfóbicos e críticos de sua atuação.
  4. O Partido Missão sustenta que o uso das letras “CIS” dentro da palavra teria sido proposital e direcionado a pessoas cisgênero. Na representação, a legenda argumenta que a manifestação ultrapassou os limites da crítica política e configurou conduta incompatível com o decoro parlamentar.
  5. A representação pede que, ao término do processo disciplinar, seja recomendada ao Plenário da Câmara a aplicação da sanção de perda do mandato. Esse pedido, entretanto, ainda será analisado durante a tramitação e não significa que a cassação esteja definida.
  6. Relator do processo, o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) defendeu a continuidade da apuração. Segundo o parecer, existem requisitos para que o Conselho avance na análise das acusações apresentadas pelo partido.
  7. A defesa de Erika Hilton contesta a representação e sustenta que a publicação está protegida pela imunidade parlamentar e pela liberdade de expressão. Parlamentares que defenderam a deputada também argumentaram que a manifestação não seria suficiente para caracterizar quebra de decoro.
  8. Com a aprovação do parecer preliminar, o processo entra nas próximas fases dentro do Conselho de Ética, com produção de provas e manifestações da acusação e da defesa.
  9. Somente após a conclusão dessa etapa o relator deverá apresentar um parecer final, que será submetido ao colegiado. Caso o processo resulte em recomendação de perda do mandato e avance conforme as regras da Câmara, uma eventual cassação dependerá de decisão do Plenário.
  10. Por enquanto, Erika Hilton permanece normalmente no exercício do mandato de deputada federal.
Últimas Notícias
Veja Também