21 de maio de 2026
Cooperação binacional em saúde fortalece vigilância e integração sanitária entre Brasil e Paraguai
Publicado em 19 de maio de 2026 - 14h30

Mato Grosso do Sul participou em Assunção, no Paraguai, de uma reunião binacional focada em ampliar a integração das ações de saúde pública nas regiões de fronteira entre o Brasil e o Paraguai, com destaque para vigilância epidemiológica, compartilhamento de dados e criação de mecanismos coordenados de resposta a riscos sanitários.

O encontro “Acciones Conjuntas Paraguay – Brasil” foi promovido pelo Ministério da Saúde Pública e Bem‑Estar Social do Paraguai e reuniu representantes dos ministérios da saúde dos dois países, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), além das secretarias estaduais de saúde de Mato Grosso do Sul e do Paraná.

A agenda faz parte do projeto “Monitoramento para Vigilância em Saúde na Fronteira Brasil–Paraguai”, iniciativa que visa ampliar a capacidade de resposta a emergências sanitárias e fortalecer o monitoramento de doenças transmissíveis em áreas de intensa circulação de pessoas, mercadorias e veículos.

Entre os principais temas debatidos estiveram a criação de protocolos técnicos conjuntos para compartilhamento de dados epidemiológicos, a interoperabilidade entre sistemas de informação de saúde dos dois países e a construção de um calendário vacinal unificado para os municípios fronteiriços, com foco especial em doenças reemergentes como o sarampo.

A secretária‑adjunta de saúde de Mato Grosso do Sul, Crhistinne Maymone, destacou que a cooperação binacional é essencial para uma resposta mais rápida e eficaz aos desafios sanitários nessas regiões. Segundo ela, “os desafios nas áreas de fronteira exigem atuação coordenada e permanente entre os países, ampliando a vigilância e a capacidade de prevenção”.

A reunião reforça um esforço contínuo de integração entre os dois países, que já inclui mapeamento conjunto da rede de serviços de saúde na fronteira e iniciativas para fortalecer a troca de informações em tempo real, capacitação de profissionais, protocolos de notificação e ações coordenadas de imunização e vigilância epidemiológica

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