- Os advogados do ex-deputado estadual Neno Razuk (PL), nome político de Roberto Razuk Filho, divulgaram uma nota oficial nesta segunda-feira (3) afirmando que ele já havia comunicado à Justiça sua intenção de se apresentar voluntariamente para cumprir o mandado de prisão. O ex-parlamentar foi detido no domingo (2), em território boliviano, e entregue às autoridades brasileiras antes de retornar ao país.
- Segundo a defesa, Neno Razuk entrou na Bolívia em 1º de julho de 2026, antes da expedição do mandado de prisão, e só tomou conhecimento da ordem judicial por meio das notícias divulgadas pela imprensa. Os advogados sustentam que a apresentação imediata não ocorreu porque ainda havia recursos pendentes na Justiça Eleitoral que poderiam reverter a decisão que resultou na perda do mandato parlamentar, fato que motivou a decretação da prisão preventiva.
- De acordo com a nota, após o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) negar os recursos apresentados e também rejeitar um pedido liminar em habeas corpus, o ex-deputado decidiu cumprir espontaneamente a determinação judicial. A defesa afirma que essa intenção foi formalizada nos autos do processo e que solicitou ao juízo responsável a definição das condições para a apresentação voluntária, pedido que teria sido autorizado.
- Ainda conforme os advogados, antes que Neno Razuk pudesse retornar ao Brasil para se entregar, ele foi abordado por autoridades bolivianas, que realizaram sua entrega à Polícia Federal, impedindo que a apresentação ocorresse da forma previamente comunicada ao Poder Judiciário.
- Na manifestação, a defesa também informou que pretende adotar novas medidas judiciais para pedir a revogação da prisão preventiva. Os advogados argumentam que não estariam presentes os requisitos legais para a manutenção da medida cautelar e afirmam que buscarão demonstrar a inocência do ex-deputado ao longo do processo.
- Neno Razuk foi condenado a 15 anos e 7 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa, roubo majorado e exploração do jogo do bicho. Enquanto exercia o mandato de deputado estadual, permaneceu em liberdade em razão das regras processuais aplicáveis ao cargo. Em maio deste ano, após uma recontagem dos votos das eleições de 2022 determinada pela Justiça Eleitoral, ele perdeu o mandato, o que levou à decretação da prisão preventiva.
- Até o momento, as autoridades responsáveis pelo cumprimento do mandado não divulgaram manifestação oficial sobre os argumentos apresentados pela defesa. O caso segue em tramitação na Justiça.