- O prazo da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro termina nesta quinta-feira, 25 de junho. A partir de agora, caberá ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidir se o benefício será prorrogado ou se haverá mudança no regime de cumprimento da pena.
- A autorização para que Bolsonaro cumprisse prisão em casa foi dada em 24 de março, após pedido da defesa e manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República. A medida foi concedida por motivo de saúde, depois de o ex-presidente apresentar quadro de broncopneumonia e passar por atendimento no Hospital DF Star, em Brasília.
- Na decisão, Moraes estabeleceu prazo inicial de 90 dias, contado a partir da alta médica. O ministro também determinou que, ao fim desse período, a manutenção da prisão domiciliar deveria ser reavaliada, com possibilidade de nova perícia médica, caso fosse necessário.
- Durante o cumprimento da medida, Bolsonaro permanece submetido a restrições impostas pelo STF. Entre elas estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de receber visitas com exceção de filhos, médicos e advogados , além da proibição de usar celular, acessar redes sociais ou gravar vídeos para a internet, inclusive por meio de terceiros.
- Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão na ação penal relacionada à tentativa de golpe de Estado. Antes da prisão domiciliar, ele estava no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo da Papuda, local conhecido como Papudinha.