5 de outubro de 2026
Disputa pela Presidência em 2026 fica polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro; pesquisas mostram cenário apertado
Publicado em 21 de setembro de 2026 - 11h16
  1. A disputa pela Presidência da República em 2026 começa a entrar na fase decisiva com um cenário marcado pela polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Pesquisas eleitorais divulgadas em setembro mostram uma corrida equilibrada entre os dois principais nomes, com variações conforme o instituto e a metodologia utilizada.
  2. Levantamentos recentes indicam que Lula e Flávio Bolsonaro aparecem próximos tanto nas simulações de primeiro turno quanto nos cenários de segundo turno. Na pesquisa BTG/Nexus divulgada em 21 de setembro, Lula registrou 40% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro apareceu com 37%. Na simulação de segundo turno, os dois ficaram tecnicamente empatados: Lula com 46% e Flávio com 45%, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
  3. Outro levantamento, realizado pelo instituto Palver, também apontou proximidade entre os dois principais nomes. O estudo indicou um empate técnico no primeiro turno, com Flávio Bolsonaro numericamente à frente com 42% e Lula com 41%, além de equilíbrio na simulação de segundo turno.

Polarização marca cenário eleitoral

  1. A eleição presidencial de 2026 mantém uma divisão semelhante à observada nos últimos ciclos eleitorais, com dois grandes campos políticos concentrando a maior parte das intenções de voto.
  2. De um lado, Lula busca a continuidade do projeto iniciado pelo PT e tenta ampliar apoio entre eleitores que avaliam positivamente sua gestão. Do outro, Flávio Bolsonaro representa o campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, buscando manter a força eleitoral desse grupo após a inelegibilidade do antigo líder político.
  3. Além dos dois principais nomes, outros candidatos aparecem nas pesquisas, mas com percentuais menores. No levantamento BTG/Nexus, por exemplo, Augusto Cury (Avante) apareceu com 6%, Ronaldo Caiado (PSD) com 5% e Renan Santos (Missão) com 3%. Outros candidatos registraram índices inferiores.

Regiões podem ter papel decisivo na eleição

  1. As pesquisas divulgadas ao longo da pré-campanha mostram diferenças regionais no comportamento do eleitorado. O Nordeste historicamente apresenta maior apoio ao PT, enquanto regiões como Sul e parte do Centro-Oeste costumam registrar maior presença eleitoral de grupos ligados ao bolsonarismo. Esses padrões, porém, podem sofrer alterações durante a campanha oficial.
  2. Além das preferências regionais, temas como economia, segurança pública, inflação, programas sociais, emprego e avaliação do governo devem ocupar espaço central no debate eleitoral.

Cenário ainda pode mudar até a votação

  1. Apesar da vantagem numérica de alguns candidatos em determinados levantamentos, pesquisas eleitorais representam apenas um retrato do momento em que foram realizadas. Mudanças nas alianças partidárias, debates, campanhas oficiais e acontecimentos políticos podem alterar a percepção dos eleitores até o dia da votação.
  2. O primeiro turno das eleições gerais de 2026 está previsto para 4 de outubro, quando os brasileiros escolherão presidente, governadores, senadores e deputados.
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