- A seis dias do primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4), cinco candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul apresentaram, nesta segunda-feira (28), os motivos que os levaram a disputar o comando do Estado. As declarações fazem parte de uma série de entrevistas promovida pelo Dourados News, que convidou os oito concorrentes a responder perguntas sobre nove temas ao longo da semana.
- A primeira rodada abordou as motivações das candidaturas e revelou diferentes prioridades para a administração estadual. Enquanto alguns candidatos destacaram a necessidade de melhorar os serviços públicos e reduzir a burocracia, outros defenderam mudanças nas políticas sociais, na saúde e no desenvolvimento regional.
- O deputado estadual João Henrique Catan (Novo) afirmou que decidiu concorrer após dois mandatos na Assembleia Legislativa, período em que, segundo ele, conheceu os principais problemas enfrentados pela população. O candidato defendeu uma administração com menos burocracia, maior transparência e responsabilidade no uso dos recursos públicos. Também destacou a necessidade de ampliar a eficiência dos serviços e garantir a presença do Estado nos 79 municípios.
- Para Jeferson Bezerra (Agir), as dificuldades enfrentadas pela população no atendimento médico foram determinantes para sua candidatura. Ele relatou conhecer pessoalmente os problemas da saúde pública e afirmou que pretende reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. O candidato também criticou promessas eleitorais que, em sua avaliação, não resultam em melhorias concretas para os moradores.
- O ex-senador Delcídio do Amaral (PRD) apresentou sua trajetória política como principal motivação para retornar à disputa pelo Executivo estadual. Ele afirmou que pretende utilizar sua experiência para ampliar as oportunidades de emprego, melhorar os serviços de saúde e preparar Mato Grosso do Sul para os próximos anos. Delcídio também destacou sua relação com os municípios do interior, especialmente a região da Grande Dourados.
- Já Fábio Trad (PT) declarou que sua candidatura surgiu de uma construção coletiva e defendeu um projeto alinhado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as prioridades apresentadas estão a redução das desigualdades sociais, o desenvolvimento equilibrado das diferentes regiões e a valorização da população. O candidato também afirmou que pretende fortalecer a transparência e ampliar a inclusão nas políticas públicas estaduais.
- Lucien Rezende (PSOL), por sua vez, defendeu o fortalecimento dos serviços públicos e a ampliação do acesso da população às políticas sociais. Segundo ele, sua candidatura representa uma alternativa ao grupo político que administra Mato Grosso do Sul há mais de duas décadas. O candidato afirmou que pretende priorizar a dignidade, a qualidade de vida e o atendimento às pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
- Os outros três candidatos, Daniel Lemes (PCO), Economista Renato Gomes (DC) e o atual governador Eduardo Riedel (PP), também foram convidados, mas não haviam encaminhado suas respostas até a publicação da primeira rodada. A organização informou que a ordem de apresentação seguirá o recebimento dos questionários e poderá mudar nas próximas matérias.
- A disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul reúne oito candidatos e envolve um eleitorado de 2.024.884 pessoas aptas a votar. O primeiro turno acontece em 4 de outubro. Caso nenhum concorrente alcance a maioria absoluta dos votos válidos, os dois mais votados disputarão o segundo turno em 25 de outubro.