19 de agosto de 2026
Flávio Bolsonaro acusa PF de agir seletivamente e defende Valdemar após bloqueio de R$ 119 milhões
Publicado em 10 de julho de 2026 - 16h22
  1. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, nesta sexta-feira (10), após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinar o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens do dirigente partidário. Em publicação nas redes sociais, Flávio acusou a Polícia Federal de atuar de forma seletiva para constranger adversários políticos do governo federal.
  2. O parlamentar afirmou confiar que Valdemar apresentará respostas aos questionamentos levantados pela investigação. Para Flávio, é natural que o presidente do maior partido da Câmara mantenha diálogo e articulação política com deputados, especialmente com integrantes da própria legenda.
  3. Na mesma manifestação, o senador comparou a operação com investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e classificou o caso como perseguição política. A declaração representa a posição de Flávio Bolsonaro e não altera o andamento do inquérito conduzido pela Polícia Federal.
  4. A decisão de Dino faz parte da Operação Transparência, que apura suspeitas de irregularidades na indicação e no remanejamento de emendas parlamentares. Segundo a PF, mensagens e planilhas encontradas no celular da servidora Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, revelariam um sistema paralelo para a destinação de verbas públicas dentro da Câmara.
  5. Os investigadores sustentam que Valdemar, mesmo sem exercer mandato parlamentar, teria participado da definição de valores, áreas prioritárias e municípios beneficiados pelas emendas. Servidores da Câmara teriam formalizado as indicações em nome de deputados para dar aparência de regularidade aos repasses. A decisão judicial cita diálogos nos quais funcionários mencionam indicações atribuídas diretamente ao presidente do PL.
  6. Para Flávio Dino, os elementos reunidos até agora apontam indícios de que Valdemar atuava no redirecionamento de recursos públicos sem ter autorização jurídica para interferir no Orçamento da União. O ministro também suspendeu a execução das despesas ligadas às emendas investigadas, inclusive aquelas que ainda estavam nas fases de empenho, liquidação ou pagamento.
  7. A defesa de Valdemar, representada pelos advogados Marcelo Bessa e Thiago Fleury, afirmou que a decisão se baseia em premissas frágeis e interpretações subjetivas. Os defensores negaram a prática de crimes e sustentaram que a articulação de um presidente partidário com sua bancada é legítima, desde que não haja fraude, apropriação ou desvio de recursos.
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