2 de junho de 2026
Flávio Bolsonaro responde a tarifações dos EUA e ligação com Trump vira foco em meio à crise diplomática e eleitoral
Publicado em 02 de junho de 2026 - 08h29
  1. O senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) — pré‑candidato à Presidência da República — afirmou ter discutido tarifas comerciais entre Brasil e Estados Unidos durante encontro com o presidente norte‑americano Donald Trump na Casa Branca, em meio a um cenário de tensões diplomáticas e pressões comerciais.
  2. A reunião ocorreu em 26 de maio de 2026, na sede do governo americano, onde Flávio declarou ter abordado temas como combate ao crime organizado, tarifas de importação, e a importância estratégica de minerais críticos. A conversa, segundo ele, faz parte de sua tentativa de reforçar seu posicionamento internacional e de dar respostas ao cenário político doméstico, que tem sido afetado por escândalos que enfraqueceram sua pré‑candidatura.
  3. O contexto dessas tratativas ocorre em meio a uma recente proposta da administração Trump de aplicar uma tarifa de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros importados pelos EUA, acusando o Brasil de adotar práticas consideradas injustas em áreas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e políticas ambientais.
  4. A administração americana justificou a medida com base na Seção 301 da legislação comercial dos EUA, que permite a imposição de sanções tarifárias quando práticas de outro país são consideradas prejudiciais ao comércio norte‑americano. A proposta alcança diversos setores, embora exclua itens como carne bovina, café, terras raras e peças aeronáuticas.
  5. Flávio Bolsonaro afirmou que, em um eventual governo seu, haveria um esforço para evitar retaliações ou “tarifaços” por meio de acordos de cooperação e parcerias estratégicas com os Estados Unidos — incluindo setores como minerais críticos e comércio bilateral — e reforçou sua pauta de combate ao crime organizado pedindo, inclusive, que facções brasileiras fossem classificadas como organizações terroristas pelos EUA.
  6. Especialistas e setores políticos observam que o episódio pode influenciar tanto a dinâmica das relações comerciais entre Brasil e EUA quanto o cenário político interno, especialmente com a aproximação das eleições presidenciais de outubro de 2026. Apesar disso, o próprio Flávio enfrenta desafios de imagem e leve queda em pesquisas de intenção de voto diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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