10 de outubro de 2026
Flávio Dino divulga mensagens com ameaças de morte contra ministros do STF
Publicado em 09 de outubro de 2026 - 13h30
  1. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nesta sexta-feira (9) imagens de um relatório de segurança que reúne milhares de mensagens publicadas na internet com ameaças de agressões físicas e assassinato contra integrantes da Corte. O material foi compartilhado pelo magistrado em seu perfil verificado no Instagram, onde ele criticou manifestações de violência contra autoridades do Judiciário.
  2. Em uma das mensagens reproduzidas no relatório, cujo autor teve a identidade ocultada, Dino é ameaçado de ser “o primeiro a ser fuzilado”, em referência a decisões relacionadas ao acesso a armas. Outra publicação menciona a possibilidade de invadir o STF e fazer com os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin o mesmo que, segundo o texto, teria sido feito com Tiradentes.
  3. Ao comentar o material, Dino afirmou que as ameaças são alimentadas pela repetição de informações falsas e defendeu que eventuais discordâncias com decisões judiciais sejam tratadas pelos meios legais. Segundo o ministro, críticas e recursos fazem parte do funcionamento da Justiça, enquanto ameaças e incitações à violência representam outro tipo de conduta.
  4. Dino também declarou que as mensagens não vão interferir em sua atuação profissional. Para ele, o receio de perseguições pessoais não pode impedir um magistrado de decidir processos, pois isso comprometeria o funcionamento do Poder Judiciário e o cumprimento da Constituição.
  5. As ameaças contra ministros do STF não são recentes. Em 2019, o então presidente da Corte, Dias Toffoli, determinou a abertura de uma investigação para apurar ataques e ameaças dirigidos a integrantes do tribunal e seus familiares. O procedimento ficou conhecido como Inquérito das Fake News e permanece em andamento.
  6. A divulgação do relatório volta a chamar atenção para a segurança dos integrantes do Supremo e para os limites entre manifestações de discordância política e condutas que possam configurar ameaças ou incitação à violência. A responsabilização dos autores depende da identificação dos envolvidos e da apuração de cada caso pelas autoridades competentes.
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