5 de julho de 2026
Operação “Buraco Sem Fim” investiga esquema de corrupção em contratos de tapa-buracos em Campo Grande; ex-secretário é preso
Publicado em 12 de maio de 2026 - 11h11
  1. O ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande, Rudi Fiorese, foi preso na manhã desta terça-feira (12) durante a Operação “Buraco Sem Fim”, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção).
  2. A ação investiga um suposto esquema de fraudes em contratos de manutenção de vias públicas e serviços de tapa-buracos na capital sul-mato-grossense. Ao todo, a operação cumpre sete mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão contra suspeitos de participação no grupo investigado.
  3. Segundo o MPMS, a organização criminosa teria atuado na manipulação de medições e relatórios técnicos de serviços de pavimentação e manutenção asfáltica. Na prática, seriam registrados pagamentos por serviços que, segundo a investigação, não teriam sido executados integralmente ou conforme o contratado.
  4. O prejuízo estimado envolve contratos que, entre 2018 e 2025, somam aproximadamente R$ 113,7 milhões em valores firmados entre a empresa investigada e o poder público municipal.
  5. Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam grandes quantias em dinheiro em espécie. Em um dos imóveis ligados aos investigados foram encontrados cerca de R$ 186 mil, enquanto em outro endereço houve a apreensão de aproximadamente R$ 233 mil.
  6. A operação também aponta que os recursos obtidos de forma irregular teriam contribuído para o enriquecimento ilícito dos envolvidos, além de impactar diretamente a qualidade dos serviços de manutenção das vias urbanas de Campo Grande.
  7. O ex-secretário Rudi Fiorese foi localizado e preso em um apartamento no Centro da capital. Atualmente, ele também ocupa o cargo de diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), função que assumiu em fevereiro deste ano.
  8. Em nota, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) informou que tomou conhecimento da operação e ressaltou que as investigações se referem a contratos do município de Campo Grande, não envolvendo diretamente o órgão estadual. A pasta afirmou ainda que acompanha o caso e reforçou o compromisso com a transparência na administração pública.
  9. As investigações seguem em andamento e os nomes dos demais presos ainda não foram divulgados oficialmente pelas autoridades.
    Dourados News
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