- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quinta-feira (23) adotar uma resposta militar contra os rebeldes houthis, do Iêmen, caso o grupo volte a atacar embarcações comerciais na região do Mar Vermelho e do Golfo. Em publicação na rede Truth Social, Trump também afirmou que o Irã será responsabilizado por futuras ações do grupo, após ataques reivindicados contra dois navios sauditas, episódio que elevou a tensão no Oriente Médio.
- Na mensagem, Trump relembrou a ofensiva realizada pelos Estados Unidos contra os houthis há cerca de um ano, afirmando que, desde então, o grupo havia reduzido as ações contra o transporte marítimo internacional. Segundo o presidente norte-americano, a situação mudou após os ataques registrados na noite de quarta-feira (22) contra dois navios sauditas.
- "Se isso acontecer novamente, os Estados Unidos responsabilizarão o Irã, já que os houthis atuam como representantes ou procuradores de Teerã. Uma grande punição militar será aplicada tanto ao Irã quanto aos próprios houthis", escreveu Trump na plataforma Truth Social.
- Os houthis, movimento armado apoiado pelo Irã, afirmaram ter atacado dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho com mísseis e drones, alegando que as embarcações desrespeitaram um bloqueio marítimo imposto pelo grupo. O episódio aumenta o risco de interrupções em uma das principais rotas comerciais do mundo, responsável pelo transporte de petróleo e mercadorias entre a Ásia, a Europa e o Oriente Médio.
- Em outra publicação, Trump voltou a abordar o acordo de cooperação nuclear civil entre Estados Unidos e Arábia Saudita. Segundo ele, o pacto seguirá adiante, mas dependerá da adesão do governo saudita aos Acordos de Abraão, iniciativa diplomática mediada por Washington para normalizar as relações entre Israel e países árabes.
- As declarações reforçam a escalada das tensões na região, marcada por confrontos envolvendo Estados Unidos, Irã e grupos aliados de Teerã. Analistas avaliam que novos ataques contra embarcações comerciais podem afetar o mercado internacional de petróleo e ampliar a instabilidade no Oriente Médio.