21 de maio de 2026
Professor é investigado após troca de mensagens de cunho sexual com alunos em MS
Publicado em 10 de março de 2026 - 11h29

A Polícia Civil investiga um professor de 42 anos suspeito de utilizar as redes sociais da escola onde trabalha para trocar mensagens de cunho sexual com alunos menores de idade. O caso ocorreu em Anastácio e foi registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher de Aquidauana.

De acordo com informações divulgadas pelo site Campo Grande News, o boletim de ocorrência foi registrado no dia 2 de março por uma professora de 32 anos que também atua na unidade de ensino.

Ela relatou que, ao assumir a administração das redes sociais da escola, percebeu que o perfil oficial da instituição no Instagram estava vinculado à conta pessoal do professor investigado.

Ao verificar as mensagens recebidas pela conta institucional, a docente teria encontrado conversas entre o educador e alunos da escola com conteúdo de natureza sexual. As trocas de mensagens teriam ocorrido com estudantes do sexo masculino, todos menores de idade.

Nas conversas, segundo o registro policial, havia referências a conteúdo íntimo, incluindo pedidos de fotos e menções a relações sexuais. Em alguns casos, o professor também teria solicitado dinheiro em troca de favores ou do envio de imagens.

O boletim de ocorrência ainda menciona a existência de chamadas de vídeo entre o investigado e alguns estudantes. Em uma das conversas, um aluno teria combinado de ir até a casa do professor e pedido para que ele deixasse a porta aberta.

Diante das evidências encontradas nas redes sociais, a denúncia foi encaminhada às autoridades para apuração do crime de favorecimento da prostituição ou exploração sexual de criança ou adolescente.

Perfis de redes sociais que teriam mantido contato com o investigado também foram identificados e deverão ser analisados durante as investigações.

Em nota enviada ao Campo Grande News, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul informou que foi instaurado um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD). Conforme o órgão, o professor foi afastado de suas funções enquanto o caso é apurado.

A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil.

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