Em fevereiro de 2026, o volume de vendas do comércio varejista do Brasil cresceu 0,6% quando comparado ao mês de janeiro, na série com influências sazonais. Tratando-se do comércio varejista ampliado, Mato Grosso do Sul liderou a lista entre os melhores resultados registrados, com 6,2%. Os dados são da PMC (Pesquisa Mensal de Comércio), divulgada nesta quarta-feira (15) pelo IBGE.
Além de MS, outros 16 estados também tiveram resultados positivos, incluindo Bahia (5,4%) e Paraná (3,7%). Ainda, houve dez estados que sofreram queda. Pará (-2,1%), Amazonas (-1,9%) e Tocantins (-1,5%) tiveram o resultado negativo mais acentuado.
No comércio varejista, a situação foi semelhante: resultados positivos ocorreram em 17 das 27 Unidades da Federação, com Paraná (2,9%), Bahia (2,7%) e Minas Gerais (2,5%) sendo destaque. Por outro lado, nove UFs apresentaram resultado negativo. A maiores quedas foram em Mato Grosso (-3,6%), Maranhão (-3,2%) e Amazonas (-3,2%). O Rio de Janeiro (0,0%) mostrou estabilidade.
Já o índice de média móvel trimestral para o varejo ficou em 0,2% no trimestre encerrado no último mês de fevereiro. O setor vem de outros resultados positivos no fim do ano passado.
Categorias investigadas
Conforme a pesquisa, quatro das oito categorias investigadas apresentaram crescimento das vendas em fevereiro: Livros, jornais, revistas e papelaria (2,4%); Combustíveis e lubrificantes (1,7%); Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%). As quedas ficaram por conta de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%), Tecidos, vestuário e calçados (-0,3%) e Móveis e eletrodomésticos (-0,1%).
Cristiano Santos, gerente da PMC, explica que o resultado positivo neste ano foi alavancado pela “volta do protagonismo de atividades que ofertam produtos básicos do comércio, sobretudo atividades de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo que tem um peso grande no indicador geral”.
Assim, na comparação mês a mês, o comércio varejista ampliado apresentou alta geral de 1,0%, com dois resultados positivos por categoria: Veículos e motos, partes e peças (1,6%) e Material de construção (0,5%). Com o volume de fevereiro, o comércio varejista ampliado também atingiu o maior nível da série histórica.
Resultados negativos
Comparando fevereiro de 2026 e o mesmo mês do ano passado, o comércio varejista cresceu 0,2%. Cinco das oito atividades pesquisadas sofreram queda nas vendas: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-5,3%), Tecidos, vestuário e calçados (-5,0%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-4,1%), Móveis e eletrodomésticos (-1,2%) e Combustíveis e lubrificantes (-0,2%).
Por outro lado, o indicador geral foi puxado por três atividades que apresentaram resultados positivos: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,1%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5%) e Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (0,2%). Deste modo, o desempenho positivo destas atividades superou a queda nas vendas das outras cinco do varejo.
Tratando-se do comércio varejista ampliado, para a mesma comparação, houve variação negativa (-2,2%). As três atividades adicionais registraram queda: Veículos e motos, partes e peças (-7,8%), Material de construção (-8,5%) e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,0%).
Alta nas vendas
Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o primeito bimestre de 2026 teve crescimento de 1,5% para o comércio varejista. O desempenho representa o 21º bimestre consecutivo no campo positivo. Assim, o último bimestre a contabilizar resultado negativo foi o quarto de 2022 (-2,0%).
Ao contrário do ocorrido no comércio varejista, o varejo ampliado, no primeiro bimestre de 2026, caiu 0,5% em relação ao mesmo período de 2025.
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