A farmacêutica Eli Lilly anunciou nesta semana a chegada de novas doses, de 12,5 mg e 15 mg, do medicamento Mounjaro às farmácias brasileiras, a partir da segunda quinzena de março.
As novas concentrações completam o portfólio do remédio no país. Agora, o tratamento passa a contar com todas as opções de dosagem, que variam de 2,5 mg a 15 mg, permitindo o ajuste gradual conforme a orientação médica.
Todas as dosagens já são vendidas no Paraguai e atualmente contrabandeadas para o Brasil, já que a medicação paraguaia não é autorizada pela Anvisa. Nas farmácias do país vizinho, a ampola com doses de 15 mg tem preço médio de R$ 600.
O preço máximo não foi divulgado pela Eli Lilly para comercialização no Brasil.
O medicamento é indicado para diabetes tipo 2 e controle de peso. A bula abrange o tratamento de pacientes com obesidade, sobrepeso com comorbidades associadas e apneia obstrutiva do sono moderada a grave em adultos com obesidade.
O Mounjaro (tirzepatida) atua no controle do apetite e da glicemia. O medicamento simula a ação de dois hormônios intestinais naturais (GLP-1 e GIP) que atuam no cérebro para aumentar a saciedade e no pâncreas para melhorar a produção de insulina.
A venda do medicamento no Brasil começou em abril de 2025. Na época, o início da comercialização marcou a entrada de uma nova classe de medicamentos no mercado nacional, após a aprovação da Anvisa para o tratamento de diabetes e obesidade.
A fabricante afirma que o objetivo é personalizar o tratamento. “Com a chegada das doses mais altas, completamos o portfólio de Mounjaro no Brasil e damos um passo importante para apoiar médicos e pacientes em decisões realmente individualizadas”, diz Felipe Berigo, diretor executivo da farmacêutica.
Fonte:midiamax