- A PC (Polícia Civil) de Dourados investiga caso de calúnia, ameaça e possível constrangimento ilegal contra três mulheres ligadas à saúde pública e à política do município. Entre as vítimas estão a diretora e a diretora-adjunta da Funsaud (Fundação Serviços de Saúde de Dourados), e uma vereadora da cidade.
- O caso é conduzido pelo delegado Demerval Neto e foi formalizado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) após o registro de boletim de ocorrência pelas vítimas, que não tiveram suas identidades divulgadas.
- Segundo o delegado, os crimes estariam sendo praticados por uma ex-funcionária do HV (Hospital da Vida), que passou a publicar acusações e ameaças por meio das redes sociais.
- “As ameaças têm sido reiteradas”, afirmou o delegado. De acordo com ele, uma das mensagens direcionadas às diretoras da Fundação que administra tanto o hospital quanto a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), dizia que, caso elas não deixassem os cargos até o fim de semana [o que passou], “iriam morrer”.
- As duas servidoras da área da saúde têm 70 e 66 anos, respectivamente e conforme destacou o investigador, o fato de ambas serem idosas agrava a situação criminal.
- Ainda segundo a polícia, as ameaças começaram há mais de um mês, mas ganharam intensidade nas últimas semanas, principalmente nas plataformas digitais.
- A investigação também aponta para o crime de calúnia, caracterizado pela falsa imputação de crimes. O delegado Demerval afirmou que as acusações divulgadas nas redes sociais nunca foram formalizadas oficialmente em delegacia.
- “Em nenhum momento essas informações foram apresentadas por meio de denúncia formal. Houve apenas divulgação desse conteúdo na internet”, explicou.
- Em relação à vereadora, a polícia apura principalmente supostas calúnias e ameaças consideradas genéricas, relacionadas à possibilidade do caso ser levado à Justiça.
- O procedimento investigativo já está em andamento. Testemunhas e suspeitos foram ouvidos, e a mulher apontada como autora das postagens chegou a ser intimada para prestar depoimento, mas não compareceu.
- Além de localizar a suspeita, os investigadores também tentam identificar se há outras pessoas envolvidas nessas publicações e ameaças.
- O caso segue sob investigação da Polícia Civil em Dourados.
Dourados Informa