10 de junho de 2026
IA já é usada em 18% dos estabelecimentos de saúde no Brasil, aponta pesquisa
Publicado em 13 de maio de 2026 - 08h33

A utilização de inteligência artificial (IA) já está presente em 18% dos estabelecimentos de saúde no Brasil em 2025, sendo 11% nas unidades públicas e 21% nas privadas. Os dados são da 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, divulgada nesta terça-feira (12), realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

O levantamento foi conduzido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), vinculado ao Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), com base em entrevistas com 3.270 gestores de estabelecimentos de saúde em todo o país.

Segundo o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, a rápida disseminação das tecnologias de IA torna essencial compreender como elas estão sendo incorporadas no setor.

Principais usos da inteligência artificial na saúde

De acordo com a pesquisa, as principais aplicações da IA nos serviços de saúde no Brasil incluem:

  • Organização de processos clínicos e administrativos (45%)
  • Melhoria da segurança digital (36%)
  • Aumento da eficiência dos tratamentos (32%)
  • Apoio à logística (31%)
  • Gestão de recursos humanos e recrutamento (27%)
  • Auxílio em diagnósticos (26%)
  • Apoio na dosagem de medicamentos (14%)

Além disso, 9% dos estabelecimentos já utilizam internet das coisas (IoT) e 5% adotam tecnologia robótica integrada à internet.

Serviços digitais crescem no atendimento ao paciente

O estudo também mostra a ampliação de serviços online oferecidos aos pacientes. Entre os mais comuns estão:

  • Visualização de resultados de exames (39%)
  • Agendamento de consultas (34%)
  • Agendamento de exames (32%)

Desafios para expansão da tecnologia

Apesar do avanço, a adoção de IA ainda enfrenta obstáculos no setor de saúde, especialmente em hospitais com mais de 50 leitos. Entre os principais desafios apontados pelos gestores estão:

  • Alto custo de implementação (63%)
  • Falta de prioridade institucional (56%)
  • Limitações de dados e capacitação profissional (51%)

A coordenadora de projetos do Cetic.br, Luciana Portilho, destaca que a expansão da IA exige profissionais qualificados e marcos regulatórios claros.

“O avanço do uso da IA na saúde exige profissionais qualificados para aplicação segura e responsável”, afirmou.

Segundo ela, a tecnologia envolve dados sensíveis e impacta diretamente o cuidado com pacientes, o que torna essencial a definição de diretrizes éticas e regulatórias.

Expansão gradual no setor

O levantamento indica que, embora ainda não seja majoritária, a inteligência artificial vem ganhando espaço de forma constante na saúde brasileira, especialmente em áreas administrativas e de suporte à decisão clínica.
 

Douradosnews

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