- O caminhoneiro Anderson Chaves Bonfá, de 36 anos, preso na última terça‑feira (19) após atropelar e matar a motociclista Mitla Machado, de 38 anos, em um acidente na rotatória da MS‑156 com o anel viário de Dourados (MS), foi liberado nesta quarta‑feira (20) durante audiência de custódia no Fórum da cidade.
- O acidente ocorreu no fim da tarde de terça, quando a carreta conduzida por Bonfá cruzou a preferencial e colidiu com a motocicleta em que estavam Mitla e seu filho, de 21 anos. A mulher morreu no local e o jovem ficou ferido. A moto ficou presa sob o caminhão e foi arrastada por cerca de 5 quilômetros até ser interceptada por outros motoristas que impediram a fuga.
- No momento da prisão, o condutor foi submetido ao teste do bafômetro, que indicou 0,85 mg/L de álcool por litro de ar expelido — índice acima do permitido por lei e que caracteriza embriaguez ao volante. Polícia Militar Rodoviária também encontrou no interior do veículo um cooler com dez latas de cerveja vazias.
- Durante a audiência de custódia, o juiz Ricardo da Mata Reis optou por conceder liberdade provisória ao motorista, alegando que a embriaguez, isoladamente, não comprova o dolo (intenção) no momento inicial do processo, baseado em entendimento jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele destacou ainda que, por ora, não existem elementos suficientes para classificar o crime como homicídio doloso.
- Na decisão, o magistrado levou em consideração que o motorista é primário, sem antecedentes criminais, o que, segundo ele, reduzia o risco de fuga ou de prejudicar as investigações. Por isso, a prisão preventiva não foi decretada neste estágio do processo, que ainda seguirá em apuração pela Polícia Civil.
- Entre as restrições impostas pela justiça, está a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do investigado por tempo indeterminado e a obrigação de comparecer a todos os atos do processo, além de manter endereço atualizado. Também foi determinada a comunicação da decisão ao Detran e ao Contran para as devidas providências.
- O caso continua sendo investigado, e a Justiça poderá reavaliar medidas cautelares conforme o avanço das apurações, que incluem a análise detalhada da dinâmica do acidente e a definição precisa das circunstâncias do crime.