- A Prefeitura de Dourados revogou nesta quarta‑feira (27) o decreto que havia declarado calamidade pública em saúde por causa da epidemia de chikungunya, mantendo, porém, a situação de emergência em saúde pública no município. A medida foi publicada oficialmente no Decreto nº 690, que revoga o Decreto nº 638 de 20 de abril de 2026, adotado durante o período mais crítico da crise epidemiológica causada pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
- A decisão de revogar a calamidade ocorreu após avaliação técnica realizada pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), grupo que reúne representantes da Prefeitura, Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde, Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), Distrito Sanitário Especial Indígena, Conselho Municipal de Saúde e órgãos de defesa civil. O COE constatou redução sustentada nos números de notificações, internações e focos do mosquito, indicando melhora no cenário epidemiológico na cidade.
- Apesar da revogação do estado de calamidade — situação que envolve maior mobilização de recursos e ação imediata das autoridades — o decreto de emergência em saúde pública permanece em vigor, garantindo que mecanismos legais para enfrentamento da chikungunya continuem ativos. A manutenção da emergência garante continuidade de ações como vigilância epidemiológica, controle de vetores e assistência à população.
- Dourados enfrentou um dos períodos mais intensos da epidemia neste ano, com grande número de casos confirmados e internações em diversos serviços de saúde, motivando ações coordenadas entre Prefeitura, Estado e Governo Federal para conter o avanço da doença.
- As autoridades de saúde reforçam, no entanto, que a vigilância continua necessária, e que a participação da população no combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti é fundamental para evitar uma nova escalada de casos. A manutenção da emergência permite que a cidade siga mobilizada na prevenção, monitoramento e resposta à chikungunya mesmo com a situação epidemiológica em tendência de melhora.
- Dourados Agora