A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) investiga um caso suspeito de hantavirose em Campo Grande. A informação consta em nota técnica divulgada pela pasta, que também traz orientações sobre vigilância e prevenção da doença.
- Segundo a SES, o paciente procurou atendimento inicialmente com suspeita de leptospirose. No entanto, devido à semelhança dos sintomas entre as doenças, foi adotado o protocolo de investigação epidemiológica, que inclui exames complementares para outras possíveis infecções, entre elas a hantavirose.
- O resultado definitivo do exame pode levar até 60 dias para ser concluído.
- A hantavirose é uma zoonose viral aguda transmitida principalmente pela inalação de partículas contaminadas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. A infecção pode evoluir para quadros graves, exigindo atenção das autoridades de saúde.
- A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Domingues Castilho de Arruda, destacou que o Estado mantém monitoramento permanente para doenças com potencial de impacto à saúde pública.
Casos em Mato Grosso do Sul
- Dados da SES apontam que Mato Grosso do Sul registrou 107 notificações suspeitas de hantavirose entre 2015 e 2026. Desse total, apenas sete casos foram confirmados, o que representa cerca de 7% das investigações.
- Os registros confirmados ocorreram principalmente em Campo Grande e Corumbá, com casos distribuídos ao longo da última década.
- As autoridades de saúde reforçam a importância de medidas preventivas, especialmente em áreas rurais e locais com presença de roedores, como forma de reduzir o risco de contaminação.
- A SES mantém protocolos de investigação e resposta rápida para casos suspeitos, com foco na identificação precoce e contenção de possíveis surtos.
Dourados Agora