19 de agosto de 2026
Violência contra mulheres marca 8 de março no Brasil e reacende debate sobre feminicídio
Publicado em 10 de março de 2026 - 17h02

 O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, foi marcado por registros de feminicídio e violência contra mulheres em diferentes regiões do país. Enquanto atos e manifestações lembravam a luta histórica por direitos e igualdade de gênero, crimes ocorridos na mesma data evidenciaram a gravidade do problema no Brasil.

Em São Paulo, uma mulher de 44 anos foi morta a facadas pelo companheiro na zona leste da capital. A vítima chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O suspeito foi detido após se apresentar à polícia.

Em Minas Gerais, outro crime chocou moradores de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte. Mariana Camila de Oliveira Santos, de 30 anos, foi assassinada pelo marido dentro de casa. O crime aconteceu na frente dos três filhos do casal.

Os casos reforçam um cenário preocupante. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam que o Brasil registra, em média, cerca de quatro feminicídios por dia.

Casos em Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, a violência contra mulheres também tem chamado atenção. Nos primeiros meses de 2026, ao menos seis feminicídios foram registrados no estado, em diferentes cidades.

Entre as vítimas está Leise Aparecida Cruz, de 41 anos, assassinada pelo marido em Anastácio. Segundo as investigações, o crime ocorreu dentro da casa onde o casal morava.

Outro caso que gerou grande comoção foi o da enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, morta em Ponta Porã. Após o crime, a família autorizou a doação de órgãos da vítima, o que possibilitou salvar outras vidas.

Também foram vítimas de feminicídio no estado Beatriz Benevides da Silva, em Três Lagoas; Nilza de Almeida Lima, morta a facadas em Coxim; Rosana Candia Ohara, em Corumbá; e Josefa dos Santos, assassinada em Bela Vista.

Na maioria dos casos, os crimes foram cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas, situação que caracteriza o feminicídio — quando o assassinato ocorre por razões relacionadas à condição de gênero da mulher.

Debate sobre violência de gênero

Especialistas e movimentos sociais afirmam que o 8 de março também deve ser um momento de reflexão sobre a violência contra mulheres. Para ativistas, cada feminicídio evidencia falhas nas políticas de prevenção e na proteção às vítimas.

Nos últimos anos, organizações de defesa dos direitos das mulheres têm defendido o fortalecimento de políticas públicas, campanhas de conscientização e ampliação da rede de proteção para reduzir os índices de violência de gênero no país.

Como denunciar

Casos de violência contra mulheres podem ser denunciados pelo telefone 180, canal nacional gratuito que funciona 24 horas por dia.

Também é possível procurar delegacias especializadas de atendimento à mulher, registrar ocorrência em delegacias comuns ou acionar a polícia pelo 190 em situações de emergência. Denúncias de violações de direitos humanos também podem ser feitas pelo Disque 100.

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