10 de junho de 2026
Após pressão, deputados de MS retiram apoio a emenda que podia atrasar fim da escala 6x1
Publicado em 28 de maio de 2026 - 08h08
  1. Dois deputados federais de Mato Grosso do Sul — Marcos Pollon (PL) e Luiz Ovando (PP) — retiraram suas assinaturas de uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala de trabalho 6x1, conforme divulgado nesta quarta‑feira (27). A iniciativa poderia ter retardado a aplicação das mudanças trabalhistas em até dez anos, mas foi abandonada após pressão interna e debate político nas últimas semanas.
  2. A emenda havia sido protocolada em meados de maio por parlamentares contrários ao texto principal que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e extingue gradualmente o sistema 6x1. Entre as propostas estava a inclusão de requisitos como redução de impostos para empresas, compensações econômicas e um longo prazo de transição de até 10 anos para implementar a mudança nas relações de trabalho. Além de Pollon e Ovando, os deputados Rodolfo Nogueira (PL‑MS) e Beto Pereira (Republicanos‑MS) também haviam assinado a emenda originalmente.
  3. Nas redes sociais, Luiz Ovando explicou que decidiu retirar a assinatura após conversas dentro de seu partido, apontando que alterações na legislação trabalhista exigem debate amplo, cautela e planejamento diante do impacto econômico e social que podem causar. Pollon, por sua vez, declarou apoio a uma proposta alternativa defendida por parte da bancada que prevê a adoção da jornada 4×3 — com quatro dias de trabalho e três de descanso — como forma de compromisso político diante das negociações.
  4. O episódio ocorre em meio ao contexto mais amplo de discussão da PEC que acabará com a escala 6x1, aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos e agora em tramitação para análise no Senado — proposta que já conta com ampla maioria favorável entre os parlamentares e representa uma das mudanças trabalhistas mais significativas em décadas no País.
  5. O recuo dos deputados sul‑mato‑grossenses reflete a pressão política e a necessidade de alinhar estratégias diante de uma proposta que gera debates intensos tanto no meio político quanto entre trabalhadores e empregadores, com impactos diretos na organização do trabalho no Brasil.
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