- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu nesta segunda-feira (11), no Palácio do Planalto, em Brasília, a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, que é candidata ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
- Durante o encontro, Lula manifestou apoio à candidatura da chilena e destacou sua experiência como chefe de Estado e sua atuação em organismos internacionais. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que Bachelet reúne credenciais para se tornar a primeira mulher latino-americana a liderar a ONU, cargo que nunca foi ocupado por uma mulher desde a criação da entidade.
- Segundo Lula, a reunião também abordou o cenário global atual e a necessidade de fortalecer o multilateralismo, além de discutir possíveis reformas na estrutura da ONU para ampliar sua eficiência diante de conflitos internacionais e desafios globais.
- Atualmente, a organização é comandada pelo secretário-geral António Guterres, que iniciou seu primeiro mandato em 2017 e foi reconduzido ao cargo em 2021, com gestão prevista até o fim de 2026.
- A sucessão para o comando da ONU está prevista para 1º de janeiro de 2027, mas articulações diplomáticas já começaram entre os países membros. A candidatura de Bachelet foi inicialmente apoiada por Brasil, Chile e México, mas o Chile posteriormente retirou o endosso após mudança de governo, enquanto Brasil e México mantêm o apoio à ex-presidente chilena.
- Bachelet, de 74 anos, tem uma longa trajetória política. Foi presidente do Chile em dois mandatos, entre 2006 e 2010 e novamente entre 2014 e 2018. Antes disso, ocupou cargos ministeriais nas áreas da Saúde e Defesa e teve atuação destacada na defesa dos direitos humanos. No cenário internacional, já comandou o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e também foi diretora executiva da ONU Mulheres.
- O cargo de secretário-geral da ONU é o mais alto da organização e envolve a representação diplomática do sistema das Nações Unidas, a mediação de conflitos internacionais e a articulação entre os países membros em temas como paz, segurança e cooperação global.
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