3 de junho de 2026
EUA anunciam proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e tensionam relações comerciais
Publicado em 03 de junho de 2026 - 09h19
  1. O governo dos Estados Unidos propôs a aplicação de uma nova tarifa punitiva de 25% sobre uma ampla gama de produtos importados do Brasil, em meio a um clima de tensão nas relações comerciais entre os dois países. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) após a conclusão de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana, que avaliou práticas brasileiras consideradas pelos norte‑americanos como “irrazoáveis” e prejudiciais ao comércio dos EUA.
  2. A investigação, aberta em julho de 2025, identificou uma série de questões apontadas pelos Estados Unidos  incluindo políticas sobre comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, regras de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, supostas práticas de desmatamento ilegal e outras barreiras que, segundo Washington, “oneram ou restringem” a concorrência de empresas americanas. Como resultado, o USTR colocou em consulta pública a proposta de elevar tarifas a 25% sobre produtos brasileiros como medida corretiva.
  3. A proposta está em fase de consulta pública e participação da sociedade, com prazo para envio de comentários até 1º de julho de 2026 e audiência pública marcada para 6 de julho. O prazo legal para uma decisão final sobre a implementação ou não das tarifas vai até 15 de julho de 2026, quando a medida pode entrar em vigor.
  4. Apesar do tom duro da proposta, os Estados Unidos listaram exceções importantes à taxação. Produtos que são considerados estratégicos ou que poderiam causar grandes impactos econômicos caso fossem tributados  como carne bovina, café, terras raras, certos metais, petróleo e derivados, produtos farmacêuticos, fertilizantes, aeronaves e peças aeronáuticas ficaram de fora da lista de tarifação de 25%.
  5. A reação de autoridades brasileiras às medidas inclui críticas públicas à proposta e a defesa de que o Brasil manterá negociações diplomáticas e comerciais em busca de soluções que evitem a imposição das tarifas. A proposta americana intensifica o debate sobre a relação econômica bilateral, com potenciais impactos sobre exportadores, cadeias produtivas e os setores diretamente envolvidos no comércio exterior.
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