13 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul bate recorde de ocupação em 2025 e atinge 1,46 milhão de trabalhadores, aponta IBGE
Publicado em 13 de maio de 2026 - 10h02
  1. Mato Grosso do Sul alcançou em 2025 o maior patamar da série recente de pessoas ocupadas, com 1,46 milhão de trabalhadores, o que representa crescimento de 4% em relação a 2024, segundo dados da PNAD Contínua – Rendimento de todas as fontes 2025, divulgada pelo IBGE.
  2. O levantamento também indica que o Estado registrou o 7º maior rendimento médio do país, com valor de R$ 3.727, além de uma massa mensal de renda recorde estimada em R$ 6,75 bilhões, consolidando o avanço do mercado de trabalho sul-mato-grossense.
  3. O crescimento foi puxado tanto pela expansão do emprego masculino quanto feminino. Em 2025, o Estado contabilizava 825 mil homens e 638 mil mulheres ocupadas, acima do total registrado no ano anterior, quando havia cerca de 1,41 milhão de trabalhadores.
  4. Outro dado destacado pelo IBGE é a mudança na composição da renda das famílias. O trabalho passou a representar 80,7% do rendimento domiciliar per capita, acima dos 79,5% registrados em 2024, enquanto aposentadorias, pensões e programas sociais perderam participação relativa.
  5. Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Falcette, os números refletem o ambiente econômico do Estado nos últimos anos. Ele afirma que o crescimento da renda do trabalho indica dinamismo econômico, atração de investimentos e fortalecimento das cadeias produtivas, destacando ainda o desafio de ampliar qualificação profissional e reduzir desigualdades.
  6. Falcette também relaciona os resultados da PNAD ao desempenho do Estado no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, no qual Mato Grosso do Sul aparece em destaque na dimensão de Capital Humano, com evolução contínua nos últimos anos.
  7. A pesquisa do IBGE aponta ainda queda na proporção de domicílios atendidos pelo Bolsa Família, que passou de 13% em 2024 para 9,5% em 2025, o equivalente a cerca de 102 mil domicílios. O Estado passou a ter o 5º menor percentual do país, abaixo da média nacional de 17,2%.
  8. A escolaridade aparece como fator determinante para a renda. Trabalhadores com ensino superior completo recebem em média R$ 6.632, mais que o triplo da renda de quem não tem instrução, estimada em R$ 1.824. Entre os ocupados, o maior grupo é formado por pessoas com ensino médio completo, seguido por trabalhadores com ensino superior.
  9. O rendimento domiciliar per capita no Estado chegou a R$ 2.369, o 8º maior do país. Já o Índice de Gini permaneceu praticamente estável, passando de 0,454 em 2024 para 0,457 em 2025, indicando leve variação na desigualdade.
  10. Segundo o governo estadual, o avanço está relacionado à expansão da agroindústria, novos investimentos privados e crescimento de setores como celulose, bioenergia e proteína animal, que vêm ampliando a demanda por mão de obra qualificada.

  11. Folha de Dourados
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