10 de junho de 2026
Dourados aplica 70 doses da Butantan-DV em profissionais da saúde antes de suspensão nacional
Publicado em 09 de junho de 2026 - 10h37
  1. Dourados recebeu 70 doses da vacina Butantan-DV contra a dengue e aplicou todo o quantitativo exclusivamente em profissionais da Atenção Primária à Saúde. Segundo a Prefeitura, não há motivo para preocupação entre a população geral, já que as doses enviadas ao município foram destinadas apenas a trabalhadores da saúde.
  2. A vacina, desenvolvida pelo Instituto Butantan, fazia parte da estratégia nacional de imunização contra a dengue voltada a públicos específicos. Em Mato Grosso do Sul, o imunizante estava disponível para trabalhadores da saúde e profissionais da APS. O Estado recebeu 7,8 mil doses em fevereiro de 2026.
  3. A aplicação da Butantan-DV foi suspensa temporariamente pelo Ministério da Saúde na segunda-feira (8), como medida preventiva, após a identificação de 42 casos raros com sinais de alerta entre pessoas vacinadas no país. Entre os registros, três foram classificados como graves, incluindo dois óbitos ainda em investigação. Até o momento, não há conclusão de que os casos tenham sido causados pela vacina.
  4. De acordo com o Ministério da Saúde, os eventos representam 0,008% de aproximadamente 500 mil doses aplicadas até 30 de maio. A suspensão tem como objetivo permitir que o Ministério, a Anvisa e o Instituto Butantan aprofundem a análise dos casos.
  5. A pasta também informou que a decisão não invalida as evidências de proteção da vacina. Quem já recebeu o imunizante deve acompanhar o estado de saúde por 21 dias após a aplicação. Em caso de febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.
  6. Mesmo com a suspensão temporária da Butantan-DV, as demais ações de combate à dengue seguem em andamento. O Ministério da Saúde reforça a importância da eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, da vigilância epidemiológica, do diagnóstico precoce e do atendimento adequado aos pacientes com sintomas da doença.
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