10 de junho de 2026
Golpes ligados à Copa quase dobram e acendem alerta para torcedores em 2026
Publicado em 09 de junho de 2026 - 08h19
  1. As tentativas de fraude relacionadas ao futebol e à Copa do Mundo cresceram de forma expressiva no período que antecede o Mundial de 2026. Levantamento da NordVPN aponta que 34% dos brasileiros que usam internet relataram contato com golpes ligados ao tema em 2024 e 2025, quase o dobro dos 19% registrados no ciclo anterior, antes da Copa de 2022.
  2. O aumento ocorre em meio ao avanço dos ataques digitais e à maior sofisticação das fraudes, muitas delas impulsionadas pelo uso de inteligência artificial. Criminosos têm explorado o interesse dos torcedores para criar páginas falsas, promoções enganosas, anúncios fraudulentos e ofertas de produtos ou ingressos inexistentes.
  3. Os dados também mostram crescimento nas reclamações registradas pelo Procon-SP. Entre março e maio de 2026, foram contabilizadas 238 queixas relacionadas à Copa do Mundo. O número saltou de 19 registros em março para 63 em abril e chegou a 156 em maio, evidenciando a intensificação das tentativas de golpe com a aproximação do torneio.
  4. Entre os principais riscos estão links falsos enviados por aplicativos de mensagem, sites que simulam canais oficiais, ofertas com preços muito abaixo do mercado, perfis falsos em redes sociais e cobranças por Pix para produtos ou serviços que nunca são entregues. Especialistas recomendam que os consumidores desconfiem de promoções muito vantajosas, verifiquem a autenticidade dos sites e evitem clicar em links recebidos de fontes desconhecidas.
  5. A orientação é buscar informações apenas em canais oficiais, conferir dados do vendedor antes de realizar qualquer pagamento e evitar compras por impulso. Em caso de suspeita de fraude, o consumidor deve reunir comprovantes, registrar boletim de ocorrência e acionar os órgãos de defesa do consumidor.
  6. Com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, a atenção dos torcedores deve ser redobrada. O entusiasmo pelo futebol também tem sido usado por criminosos como isca para aplicar golpes, principalmente no ambiente digital.
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