- O vice‑presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça‑feira (2), em Brasília, que o Pix é um “patrimônio nacional” e não será parte de qualquer negociação com os Estados Unidos, em meio à reação do governo brasileiro a uma proposta americana de imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Alckmin classificou a sugestão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) como “extremamente injusta” e “totalmente descabida” e garantiu que o sistema de pagamentos instantâneos continuará protegido pelo governo.
- Durante coletiva de imprensa, o vice‑presidente defendeu o Pix — ferramenta criada pelo Banco Central do Brasil em 2020 — ressaltando que ele não prejudica concorrentes e traz benefícios diretos à população e à economia, funcionando sem custo para empresas e consumidores. Por essa razão, disse Alckmin, “o Pix não tem a menor lógica entrar nisso” e não será objeto de concessões em qualquer negociação comercial bilateral com Washington.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou a posição em nome do governo, afirmando que o Pix está “fora de qualquer mesa de negociação” sobre as tarifas propostas pelos Estados Unidos. Ele descreveu o sistema como um “símbolo da soberania financeira brasileira” e destacou a facilidade de uso e ampla aceitação da ferramenta no país.
- A reação do governo federal ocorre depois que o USTR incluiu o setor de serviços financeiros digitais, incluindo sistemas de pagamento, em uma investigação comercial que fundamenta a proposta de tarifas, acusando o Brasil de adotar práticas que, na avaliação americana, poderiam prejudicar empresas norte‑americanas. Em resposta, autoridades brasileiras afirmaram que as negociações técnicas continuam e que o foco é reverter ou mitigar as tarifas, mas que o Pix permanecerá intocável do ponto de vista de discussão bilateral.